Alimentos Veganos: legislação e desafios no Brasil

          Atualmente, cresce cada dia mais a preocupação com o bem-estar animal e como nos relacionamos com eles, seja no âmbito familiar ou industrial, direta ou indiretamente. Em relação à área industrial, uma das respostas ao padrão de consumo destes produtos é o veganismo, ideologia que procura excluir do cotidiano todo e qualquer produto (alimentos, vestuário, cosméticos, etc) que tenham como base a exploração, indiferença e até maus tratos com os animais. Em relação à alimentação, não deve-se confundir vegetarianismo com veganismo, já que o primeiro grupo aceita alimentos além dos de origem vegetal, como ovos e produtos lácteos, enquanto o segundo grupo é mais estrito, aceitando apenas produtos de origem vegetal.
          A popularização da ideologia nos dias de hoje vem levantando debates sobre pautas como questões de saúde, ética animal e a sustentabilidade da indústria alimentícia. Fatos como a criação de animais em larga escala, mais precisamente bovinos, ovinos e caprinos, contribuírem para o efeito estufa, assim como escândalos como o caso do Instituto Royal e seus beagles em 2013, e a Operação Carne Fraca são perfeitos exemplos dos porquês da ideologia ter crescido nos últimos anos, e em razão disso surge um mercado em expansão, ainda apto a ser conquistado.
          Tratando-se do mercado de alimentos veganos, uma breve análise nas tendências de pesquisa do Google, de 01 de janeiro 2012 até a data de publicação deste texto, nos revela que houve um aumento de 2350% em relação às pesquisas diárias pelo termo “vegano”, e os três termos relacionados mais buscados foram: hambúrguer vegano, pão vegano e doce vegano. Os estados que mais buscaram pelo termo foram Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, sendo Florianópolis a cidade que mais pesquisou durante o período. Estatisticamente, estima-se que o Brasil tenha por volta de 7,6 milhões de vegetarianos, e um número menor de veganos. Nosso mercado em 2016 movimentou cerca de R$ 12,5 milhões em produtos vegetarianos, e cerca de R$ 2,8 milhões em produtos veganos.
          Embora o mercado mostre-se promissor para o futuro, os empreendedores do ramo alimentar ainda encontram algumas dificuldades neste setor. Como mostrado anteriormente, há uma constante busca pela desenvolvimento de novos produtos, além da necessidade da rotulagem correta conforme determinado pela ANVISA. Hoje, os alimentos veganos se enquadram dentro da legislação para alimentos vegetarianos, com a possibilidade de obter junto à Sociedade Vegetariana Brasileira o Certificado de Produto Vegano, o que dá ao produto maior visibilidade na hora de ser escolhido para consumo.
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Referências:

GARNETT, T. Livestock-related greenhouse gas emissions: impacts andoptions for policy makers. Food Climate Research Network, Centre for Environmental Strategy University of Surrey, UK, v. 12, n. 491, p. 503, 2009.

http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/10/ativistas-invadem-e-levam-caes-de-laboratorio-suspeito-de-maus-tratos.html

https://economia.ig.com.br/2017-04-12/mercado-vegetariano.html

https://www.istoedinheiro.com.br/sem-carne-com-lucro/